As empresas precisam, na busca por inovação atentar para a evolução das pessoas e estas novas tecnologias reforçam a real importância delas na organização. Não há Logística do futuro sem pessoas.
Introdução
Para um país como o Brasil, que vem gradualmente perdendo posições nos rankings mundiais de competitividade, investimentos em inovação tecnológica serão vitais para o a retomada do crescimento, pois o mercado começa a dar sinais de recuperação e começamos a enxergar uma luz no final do túnel.
Já há algum tempo as tecnologias aplicada a logística tem sido pauta constante nos eventos e também de diversas publicações e como IA, RFID, Sorters automáticos, Realidade Aumentada, Robótica, Big Data, Business Intelligence, Blockchain, internet das coisas, Logística 4.0 entre outras a qual não poderia ser diferente, já que a utilização das mais modernos tecnologias traz uma melhora nos níveis de serviço, tornando as operações mais confiáveis, e contar com uma operação mais segura e que leva uma empresa a optar por investir em automação.
O que não podemos ignorar e que estas tecnologias vão sempre provocar mudanças no ambiente social da organização e é difícil imaginar alguma inovação tecnológica não provoque algum efeito, o que temos de ter clareza e que estas tecnologias são muito mais que apenas equipamentos, máquinas e computadores. A organização funciona a partir da operação de dois sistemas que dependem um do outro de maneira variada, um sistema técnico (técnicas, ferramentas e métodos) e outro sistema social (com suas necessidades, expectativas e sentimentos), não é possível se pensar em um sem pensar em outro.
Um dos principais argumentos que ouvimos no Brasil e que a automação vai gerar uma redução da dependência da operação à qualificação da mão de obra, enquanto lá fora o retorno sobre investimento e o principal foco, aí enxergamos uma miopia na visão que temos internamente e no caminho que estamos trilhando.
A Logistica do Futuro passa por pessoas, assim e necessário nas avaliações nos atentar para o fato de que as organizações são constituídas por pessoas e assim continuarão sendo, mas a grande questão que vejo e que nestas discussões de inovação e que estamos esquecendo que os colaboradores envolvidos no processo devem possuir um conjunto de habilidades e de conhecimento pleno para interagir e até mesmo tirar o melhor destas tecnologias, para que não haja impactos negativos nos resultados da empresa.
Erramos grandemente quando pensamos que a tecnologia pode resolver problemas pessoais como a tensão no ambiente de trabalho, a moral baixa ou a produtividade decrescente não é incomum ouvirmos frases como: “meus colaboradores estão desmotivados porque ainda temos que fazer muitas coisas manualmente. Se a desmotivação de uma pessoa é causada pela falta de uma ferramenta, ela está enganando a si própria. Se o gestor acha que um colaborador vai ficar mais feliz se começar a fazer picking com RF, ele é que não entendeu o comportamento humano. Problemas pessoais exigem soluções pessoais, não tecnológicas, Tensão no ambiente de trabalho pode ser reduzida trabalhando o comportamento das pessoas, moral baixa não se eleva com o melhor software, queda de produtividade por desmotivação não se cura com inovação.
Empresas que investem em pessoas constroem relações mais sólidas e alcançam melhores resultados, fortalecendo sua missão de gerar valor para todos os envolvidos.
As empresas precisam na busca por inovação atentar para a importância da evolução das pessoas e estas novas tecnologias reforçam a real importância das pessoas na organização. Podemos afirmar que o diferencial é feito pelos colaboradores que possuem capacidade de comunicação, espírito de equipe, liderança, percepção da relação custo-benefício, foco nos resultados, iniciativa, vontade de assumir riscos e agilidade na adaptação a novas situações, através do comprometimento, motivação, disciplina a busca constante de conhecimento e da habilidade no relacionamento pessoal.
E, quanto mais as pessoas assumirem esses papéis, mais fortes se tornarão as organizações e mais valorizarão o seu senso de pertencimento. O pensamento que deve ser adotado, portanto, é de não mais administrar pessoas, mas de administrar com as pessoas. Esse é o novo espírito, a nova concepção que deveria ser adotado pelas organizações que pretendem atingir a excelência e tirar o máximo dos seus investimentos.
A tecnologia e o conhecimento do capital humano são vantagens competitivas e influenciam em todo o processo de tomada de decisão. Um olhar cuidadoso e diferenciado da liderança da organização sobre o fator humano é chave para o sucesso na gestão.
O bem-estar entre os colaboradores propicia maior cooperação entre eles, e consequentemente melhores resultados, por isto a empresa deve estar preocupada em promover o respeito mútuo entre todos.
É necessário que os colaboradores se sintam bem, valorizados e satisfeitos, a empresa que promove o desenvolvimento de sua equipe demonstra o quanto a organização está focada e preocupada com o aprimoramento de suas equipes e preparada para o futuro.
PESQUISAS DEMONSTRAM QUE FUNCIONÁRIOS REALMENTE ENGAJADOS SE ESFORÇAM MAIS QUE OS OUTROS E TÊM UMA PROBABILIDADE 87% MENOR DE DESISTIR DE UMA TAREFA, INDEPENDENTE DE SUA COMPLEXIDADE.
Há muitas ferramentas que nos auxiliam na gestão de pessoas e são extremamente importantes, mas particularmente gosto muito da ferramenta pesquisa de engajamento, que para mim e um dos maiores desafios de nossa gestão nas organizações, mas ela e reveladora e serve de medida para uma ampla análise de assuntos, os resultados da pesquisa podem ajudar a organização a definir novas estratégias, alterar outras, focar seus investimentos, pois quando ouvimos nossos colaboradores descobrimos importantes pontos que em muitas vezes não nos atentamos quando estamos planejando o futuro e ao darmos voz a eles, os motivamos mais ainda. Conseguir fazer com que os colaboradores se sintam parte de algo é um desafio constante e ele deve permanecer no futuro.
Quando conseguimos engajar nossas equipes, promovemos a sustentabilidade dos resultados e isso se consegue em função do comprometimento, alto índice de energia, resiliência, entusiasmo e busca por desafios. Adicionamos a eles também, grau de autonomia, poder ser reconhecido por meio de feedback construtivo e oportunidade de aprender. O conjunto destes elementos leva o profissional a sentir-se realizado e, consequentemente, feliz.
Promover o engajamento é não fácil, requer muita dedicação e trabalho, mas faz toda diferença. Empresas que investem nele, desfrutam de um ambiente altamente produtivo, com líderes que inspiram e formam boa aliança com seus pares e respectivos subordinados. Os resultados são mais elevados, as mudanças mais fáceis de serem implementadas e capacidade de atravessar os dias turbulentos muito maior.
Uma organização alinhada nesses horizontes atrai talentos. Mais importante ainda: os desenvolvem e, comprometidos com o sucesso, eles ficam por muito mais tempo e em sua maioria são promotores das mudanças e inovação que se fazem necessárias para sobreviver e crescer.
Quando o nível de motivação no trabalho é baixo, são comuns os sintomas identificados como equipamentos com alto registro de quebra e manutenção por falta de conhecimento e experiência na operação, acidentes de trabalho provocados por falta de um treinamento adequado, tempo muito elevado para se realizar as tarefas pelo baixo envolvimento nos processos operacionais, desperdício de recursos gerado pelo manuseio incorreto dos equipamentos e falta de vontade de contribuir são sinais claros de um baixo índice de engajamento, e podem ser utilizados como indicadores para medir o nível em que se encontra a equipe.
“As pessoas querem continuam a aprender e ser parte de algo novo e excitante, onde podem ver o impacto do que estão fazendo.
No coração de cada organização está o seu pessoal. TECNOLOGIA. É uma ferramenta incrível e capacitadora, mas, ultimamente, são pessoas que estão trazendo visão, criatividade, inovação e mudanças para as organizações”. (Ahn Phillips, Deloitte)
Aos discutirmos a logística do futuro não podemos deixar de pensar nas pessoas que farão este futuro, os nossos recursos podem nos proporcionais as melhores tecnologias possíveis, mas sozinhos não garantem o sucesso se as pessoas não estiverem capacitadas e engajadas, torna-se fundamental preparar as pessoas no presente para o futuro que queremos.

Pesquisa de engajamento de colaboradores no ambiente de trabalho
- 70% dos trabalhadores não se sentem engajados no trabalho;
- 75% das pessoas que pedem demissão não estão saindo pela insatisfação que tem pelo seu trabalho, mas sim porque não suportam mais seus chefes;
- 89% dos empregadores pensam que seus funcionários deixam o emprego para ganhar um salário maior, mas somente 12% mudam de emprego realmente por esse motivo;
- Apenas 40% dos funcionários dizem conhecer os objetivos, estratégias e táticas das empresas onde trabalham
Fonte: Upworthy
Autor: Luís Martão